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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

PROJETO OS NOVOS DA FOLIA

Capa do projeto


O PROJETO OS NOVOS DA FOLIA, que conta com material de áudio, vídeo e iconográfico do CENTRO DE CULTURA POPULAR DA BAIXADA FLUMINENSE, foi realizado com recurso do Fundo Estadual de Cultura e reuniu parte do acervo de vídeos e fotos, abordando as práticas das folias de reis na região da Baixada Fluminense, tendo como referência a atuação dos jovens foliões. Assim, o título apresenta a proposta do trabalho, tendo as crianças e jovens como protagonistas, ainda que sob orientação de seus mestres e mestras mais velhos. O presente projeto foi executado através da exibição de 04 vídeos de curta metragem, abordando recortes que a pesquisa feita nos últimos dez anos considerou de maior relevância. 
O primeiro, “Abertura”, tem caráter de apresentação tanto das ideias contidas no contexto histórico e antropológico das folias de reis, bem como justificativa quanto a relevância do projeto. 
O Segundo, “Crianças”, discute as relações de influência que motivam o engajamento dos pequenos foliões, ressaltando sua importância quanto a formação, renovação e preservação da folia de reis. 
O terceiro episódio, “Máscaras”, apresenta essa peça da indumentária do palhaço da folia, no contexto global de construção de um personagem, além de apresentar aspectos inerentes ao seu simbolismo no reisado. 
O último episódio, “Bateria”, coloca esse segmento musical no contexto dos cortejos culturais, abordando também as peculiaridades dentro do reisado, no sentido que a atuação de seus componentes obedece a critérios quase que litúrgicos, considerando que cada momento da chamada “saída” da folia contará com variações rítmicas bem específicas. Cabe observar que os vídeos contidos no projeto OS NOVOS DA FOLIA apresentam recortes temáticos que não dão conta da diversidade de aspectos, além da peculiaridade inerente a cada folia, no universo do reisado, que difere de região para região e até de um núcleo familiar em relação ao outro.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

JOÃO CÂNDIDO E O REGISTRO DE UM HERÓI


João Cândido na Praça XV-RJ - acervo Biblioteca Nacional

O mês de novembro está em vias de reafirmação enquanto mês da consciência negra. Com a inscrição do marinheiro João Cândido Felisberto no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro, podemos agora celebrar oficialmente mais um herói negro. Através da Lei nº 8623, de 18 de novembro de 2019, João Cândido é assumido publicamente e de forma irrefutável, como figura fundamental para que os castigos físicos nos navios da Marinha do Brasil tivessem um fim definitivo.

Se dependesse da opinião pública e da imprensa naquele dia 22 de novembro 1910, a chamada Revolta da Chibata passaria batida em meio a conturbada conjuntura social e política do início de Século XX. Devemos lembrar que o Rio de Janeiro já vinha sendo sacudida por manifestações populares causadas pelo “bota a baixo”, como foi apelidada a estratégia de derrubada de cortiços e remoções em massa, promovidas por Pereira Passos durante sua gestão (1902-1906) que se prolongou até 1910. Nesse mesmo período ocorria a “revolta da  vacina” (10 a 16 de novembro de 1904), quando as pessoas eram obrigadas a se vacinar, inclusive com o direito de ter suas casas invadidas pela polícia. Os constantes rumores e manifestações políticas então contribuíram significativamente para que a população compreendesse claramente o que significava tal levante, considerando também que a Marinha mantinha completo silencio sobre o fato, de modo a evitar repercussão pública.
Marujada no Navio Minas Gerais, já dominado - Acervo Biblioteca Nacional
Em 2010 João Cândido foi homenageado, dando nome a um navio petroleiro, tido como o maior da história da Marinha Mercante brasileira.  Essa embarcação, no entanto, entrou em atividade dois anos depois, por conta de problemas de engenharia, o que levou a Transpetro a processar a o Estaleiro Atlântico Sul, responsável pela construção do navio petroleiro. Outra importante homenagem foi feita em São João de Meriti, com a inauguração de um busto em homenagem ao nosso herói. Nosso Almirante Negro teve dois bustos erguidos em sua homenagem. O primeiro em Porto Alegre sua terra natal, no ano de 2001, instalado na Praça da Marinha e em São João de Meriti, onde passou seus últimos anos de vida. Ele também dá nome a dezenas de unidades escolares no estado do Rio de Janeiro, entre escolas estaduais e municipais, espalhadas nas dez regiões fluminenses. Ainda em relação a São João de Meriti, está em fase final de estudos no município a criação do Museu João Candido. O projeto de instalação desse museu conta com suporte técnico da Superintendência de Museus do Estado o Rio de Janeiro. O projeto foi elaborado através de uma ação conjunta entre o Movimento Negro meritiense e a Subsecretaria de Igualdade Racial, que tem Frei Tatá a frente.
Frei Tatá, Jorge Florêncio e Adalberto Cantinho, filho de João Cândido em audiência pública no MPF/Meriti
Cândido e o Livro de Heróis Fluminenses
Há uma virtude importante na promulgação da Lei Nº 5808, de 25 de agosto de 2010, que cria o Livro de Heróis Fluminenses. Se considerarmos o peso que a história oficial carrega, estabelecendo o perfil dos vultos históricos exaltados desde sempre em nosso país, entenderemos que essa forma de registro pode se tornar um importante espaço de reparação e estabelecimento de um mecanismo de resguardo da memória de figuras verdadeiramente dignas de nota. Os critérios para escolha de nomes estabelecidos na lei são de igual modo importantes. O primeiro critério que considero fundamental é o que estabelece o número mínimo de 1/3 dos votos em plenário, para aprovação dos projetos apresentados, sendo que o homenageado deve ter pelo menos 50 anos de falecido ou desaparecido para que seu nome seja apreciado em plenário. Outro fator que considero importante é que o projeto de inserção de nome ao livro não deve tramitar em regime de urgência, o que configuraria impeditivo ao debate amplo e público em relação a figura a ser contemplada.

Por fim, em um momento no qual as estruturas democráticas veem sendo abaladas, com claros indícios de desmoronamento iminente, torna-se urgente e extremamente relevante estabelecer mecanismos de resguardo da memória de heróis e heroínas nacionais com os quais a população possa se espelhar.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

OS NOVOS DA FOLIA


Crianças acompanham a Folia Sete estrela do Rosário de Maria-Mesquita,RJ 

D. Preta e Mestre Juninho: 
gerações extremas de mestres de Folia
Os jovens são a garantia de futuro das Folias de Reis. No entanto hoje os critérios de adesão são diferentes de como eram há décadas, quando as crianças participavam durante determinado tempo em cumprimento de alguma promessa feita por seus pais ou até mesmo tradição familiar. Entre os palhaços das folias, a crença era que deveriam participar durante sete anos no mínimo, o que naturalmente mudou, sobretudo a partir da ausência dos mais antigos e as práticas aplicadas pelos novo mestres do reisado, como Mestre Juninho, da Jornada "A Brilhante Estrela Dalva". Ele que é também artesão fazedor de máscaras, morador da Baixada Fluminense, agora está à frente de sua bandeira, que parte do bairro da Penha-RJ

A figura do palhaço é a que exerce maior atração sobre os meninos. Sobretudo hoje quando não se leva tanto em consideração a crença de que, quem não veste o palhaço durante sete anos seguido, pode ser acometido de algo fatal, vemos que há uma maior permissividade por parte dos pais em relação à participação dos pequenos entre esses foliões. Sobretudo no que se refere à crença formação familiar, notamos que, entre os palhaços é comum ver jovens que demonstram sua fé através de religiões de matriz africana. Sobretudo esse aspecto da quebra da hegemonia religiosa cristã pode, inclusive, ser entendido como maior avanço. em se tratando das tradições familiares dos foliões que, historicamente, professaram a fé cristã.
Palhaço descansando: Menino com guia de Obaluaê 

Em relação às meninas, quando muito pequenas, em sua maioria integram um pequeno grupo de anjos, que é postada diante do cortejo, enquanto na bateria, meninas maiores iniciantes tocam os instrumentos mais leves como caixa, chocalho e cavaquinho, o que não impede que as mais resistentes toquem instrumentos mais pesados, como bumbo. Hoje é possível ver, sobretudo na região Metropolitana do Rio, algumas meninas na função de "produtoras" das folias, responsáveis por administrar páginas e contatos via Watssap. 


No que se refere aos adolescentes à distribuição é um pouco mais homogênea. No entanto, vemos que na Região da Baixada Fluminense as performances dos palhaços são calcadas em acrobacias e danças que em muito lembram o chamado “Passinho”, dança ligada à cultura funk. Quanto estética pessoal, a vaidade é algo muito comum. Integrando a bateria ou conduzindo a bandeira de cada Folia e até mesmo entre os rapazes, vemos uma grande preocupação da imagem pessoal nos cortejos. 
Vaidade à mostra: Brinco, sobrancelha feita e o famoso corte Talibã

Uma virtude fundamental nesse contexto é a existência de um bom número de jovens artesãos que confeccionam as mascaras e paramentos dos palhaços. Com um altíssimo potencial criativo, materiais diversos são utilizados na feitura das máscaras, haja visto que em sua grande maioria os meninos são oriundos de famílias de baixa renda, o que em nada limita a criatividade dos mesmo. Nesse caso, a limitação quanto ao acesso à matéria prima acentua o nível de qualidade, em relação aos recursos. como no exemplo de Luciano, que faz máscaras desde seus 14 anos.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

De Recôncavo à Baixada - Economia, fé e política Fluminense na periferia da Metrópole


*Por Ivan Machado


A Baixada Fluminense é ainda nos dias de hoje uma Região que reflete as grandes mudanças ocorridas no Brasil contemporâneo. Desde a chegada dos primeiros ocupantes não nativos, denomina-se essa gigantesca área de Recôncavo da Guanabara ou do Rio de Janeiro subordinando-a geograficamente à Baia onde está a côrte e posteriormente a Capital, refletindo a hierarquia nacional que se dá em todos os sentidos. Assim, partindo do município-mãe, pólo gerador de todos os outros gradativamente emancipados - Nova Iguaçu – nem mesmo toda riqueza circulante por seus portos e caminhos não foram suficientes para avançar a partir do status de recôncavo até a virada do Século XX, quando o conceito de nação rural perde espaça para valores positivistas de progresso e evolução.

Já no Século XVII é possível perceber o potencial agrícola do Recôncavo, com dedicação prioritária para a produção de cana de açúcar e seus derivados. Nas fazendas que se multiplicaram na Região, vemos uma característica comum que é a proximidade com os rios, o que garantia uma série de vantagens, tais como navegação e abastecimento de água, fundamentais para o escoamento da produção e a sobrevida dos povoados. O que era anteriormente uma área dividida entre sesmarias com seus primeiros registros que datam do ano de 1558, é possível ver os limites que esboçam a Região, entrecortada por rios e canais que, no período das cheias e na subida das marés criam grandes alagadiços e onde proliferam doenças típicas de grandes áreas florestais. (MATOSO, Lamego, 1964, p.195 )

Não se exclui, é claro, a existência de uma lavoura de subsistência, dando conta de uma produção de curta escala de gêneros como arroz, feijão e milho, possibilitando a permanência de uma população local nessas terras, garantindo a monocultura como sendo, sem dúvidas, o grande gerador de riquezas. Para tanto, era necessário o uso de mão de obra em larga escala, o que era garantido pela chegada de um número significativo de negros escravizados, à Região, dinamizando o uso daquelas terras. Inclusive, Nielson Bezerra se utiliza do termo Recôncavo especificamente no que se refere a utilização da mão de obra escrava negra na Baixada Fluminense (BEZERRA, Nielson, 2011, p.17). Inclusive, no que se refere ao tema proposto pelo citado autor com sua obra Escravidão, Farinha e Comércio no Recôncavo do Rio de Janeiro, a farinha passou a ser o foco da exploração econômica já no Século XIX, por conta do declínio na produção de cana de açúcar.

Com o crescimento demográfico e o eventual distanciamento da Côrte em relação a essas terras que eram de fato, utilizada meramente como rota de passagem para a nobreza, a grande referência de poder na região era a igreja que adotava o critério de freguesias para delimitar suas áreas de atuação. Essas freguesias davam às matrizes nomes que aproximavam a igreja do povo – os “fregueses”- adotando nomes ligados aos rios próximos, tais como São João do (rio) Meriti, N. S. da Piedade do (rio) Pilar, entre outros. Gênesis Torres, em seu artigo Baixada Fluminense, o processo de ocupação pela fé, esclarece quanto essa relação próxima entre o Rei e a Igreja:

A presença das capelas e igrejas numa determinada região demonstrava a importância que aquele território representava perante o poder secular (do Rei) e o poder eclesiástico (do Papa), também chamado de universal.

Exatamente pela proximidade com o principal centro urbano do século XVII, surge então a primeira freguesia que é a de N. S. do Pilar (hoje, Duque de Caxias) e outras três em Caxias e Magé, com a de N. S. da Piedade de Iguaçu inaugurada pouco mais de cem anos depois em 1719. Assim, o sistema de Freguesias é um critério adotado durante todo o período imperial brasileiro. 

Já o termo Baixada Fluminense é controvertido entre pesquisadores nos diversos campos de atuação. Nesse caso, com a brevidade deste trabalho não será possível aprofundar-se no conceito. No entanto, cabem algumas observações como a que se refere Manoel Simões:

Não existe um consenso geral do que seja a Baixada Fluminense, quais os  seus limites e os municípios que a compõe. A cada trabalho sobre essa região reabre-se o debate, pois cada autor se coloca de maneira diferenciada com relação a área a ser delimitada. Contudo, existem alguns consensos que devem ser ressaltados. Os municípios de Nova Iguaçu e Duque de
Caxias são apontados, com unanimidade, como núcleos desta região, assim como não há questionamento sobre a inclusão de seus “satélites” imediatos, como Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Queimados e Japeri, que são incluídos como parte da Baixada Fluminense por todos os autores, mas nem sempre analisados com a mesma profundidade
que o “núcleo duro”. Os problemas se encontram nos limites leste, oeste e norte. Dependendo dos autores, Magé e Guapimirim podem ser ou não inseridos na Baixada Fluminense, o mesmo ocorrendo com Itaguaí, Seropédica e Paracambi. (SIMÕES, Manoel, 2006, p.02)

Com a virada do Século XX o Brasil apresenta uma série de contradições que acompanham a busca por um equilíbrio republicano e uma identidade nacionalista. Nesse momento se estabelece uma crise econômica no Recôncavo do Rio de Janeiro, gerada tanto pelo impacto causado com o fim do regime escravista como pela mudança na vocação econômica do país que, mesmo sendo ainda fundamentalmente agrário, desvia para outras regiões do país as atenções e investimentos, inclusive apoiando-se no novo eixo de forças políticas que se direciona gradativamente para São Paulo e Minas Gerais. Já na década de 30 podemos perceber na sociedade o quanto são profundas essas mudanças, voltadas à polarização do poder político, como vemos em um trecho da letra da música Feitiço da Vila de Noel Rosa:

“São Paulo dá café

Minas dá leite

e a Vila Isabel dá samba!”

Vê-se aí um Brasil em que, culturalmente, o rural domina e o urbano governa. Nesse momento, ser parecido ao Norte Americano torna-se exemplo de vanguarda para os que buscam uma economia sólida, ao passo que ser europeu é sinônimo de classe e tradição para as oligarquias persistentes. Houve sim uma tentativa de manutenção de um Brasil de caráter agrário em suas Regiões periféricas, como assim almejou Nilo Peçanha, cuja atuação teve reconhecimento na Baixada com a denominação do Distrito de Engenheiro Neiva para Nilópolis, o que na prática não produziu a resultado almejado. No meio do caminho estão os novos proprietários de terra, que vêm na laranja uma nova vocação econômica para a Baixada Fluminense. O Jornal O Correio da Lavoura em sua edição de março de 1932 publica que o Secretário de Fomento Agrário do Estado informa ao Ministro da Agricultura que no período de janeiro a outubro daquele ano, Nova Iguaçu exportara nada menos que quarenta e oito mil caixas de laranja pêra, sendo Inglaterra e E.U.A os destinos prioritários. Já em 28 de março 1943, no auge da II Guerra Mundial, o mesmo periódico publica a seguinte manchete: “O parque citrícola brasileiro corre sério risco de perecer”, referindo-se aos impactos do conflito na nova monocultura da Região. Nem mesmo a compra de um navio frigorífico por parte do governo, de modo a aumentar a sobrevida das frutas no transporte, foi suficiente para enfrentar a decadência do chamado “ciclo da laranja”.

Em sentido oposto ao da laranja está o crescimento industrial na Baixada Fluminense no mesmo período, de tal modo que em 1902 é publicado no Diário Oficial da União a criação da olaria Ludolf & Ludolf estabelecida exatamente nas terras da Fazenda Cachoeira, propriedade de Jerônimo Mesquita. Ali se estabeleceu a Companhia Materiaes de construcção que, com a fabricação de manilhas, tijolos e seu carro chefe as telhas francesas, fazem dessa a maior olaria da América Latina, refletindo o crescimento urbano da Região que agora, passa a ter uma característica fundamentalmente urbana. As diversas olarias que proliferam às margens das grandes vias de acesso, como a Estrada Rio-São Paulo (hoje, Via Dutra) inaugurada pelo presidente paulista Washington Luis, mostram uma nítida mudança na vocação econômica e social da Baixada Fluminense. Diversos loteamentos, em decorrência do fim do último ciclo rural da Baixada, surgem criando uma nova fase que mudaria definitivamente a face da região que é o período das Emancipações que se inicia em 1943 com Duque de Caxias e termina com Mesquita em 1999.

A questão da violência urbana torna-se um discurso social dos nossos dias que não se vincula ao contexto histórico das grandes metrópoles, pelo fato de que a exploração econômica que se deu em absolutamente todo o território nacional não se mistura com a permanência das famílias dos grandes senhores de terra em seus locais de domínio, neste caso específico a Baixada Fluminense. Esse fenômeno cria nos habitantes locais de igual modo um sentimento de desapego e desprestígio, obscurecendo a rica história que lhe pertence. Com a elaboração cada vez maior de trabalhos acadêmicos é possível dar à Região o devido valor, fazendo-lhe justiça.

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Referências:
- LAMEGO, Alberto Ribeiro. O homem e a Guanabara. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1964

- BEZERRA, Nielson Torres. Escravidão, Farinha e Comércio no Recôncavo do Rio de
Janeiro – Século XIX. Rio de Janeiro: APPH-CLIO, 2011

- TORRES, gênesis. Baixada Fluminense: A Construção de Uma História. 2. Ed. Ver.
Ampliada. Rio de Janeiro. INEPAC, 2008

- SIMÕES, Manoel. A cidade estilhaçada: reestruturação econômica e emancipações
municipais na Baixada Fluminense. (Acadêmico) em

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?
select_action=&co_obra=59980 (23 de abril de 2013)

- Jornal O Correio da Lavoura – Acervo (1917-1945)

- Música Feitiço da Vila – 1934. Noel Rosa

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* Ivan Machado
Graduando em História pela UNIABEU/Nilópolis e Coordenador do Departamento de Folclore da Secretaria Municipal de Cultura de S. J. de Meriti.