sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Memória da militância - A luta pelo Passe Livre


Macedo de Moraes e Ivan Machado no calçadão de N. Iguaçu, Taffarel observando

Essa imagem remonta um momento de nossas vidas em que militância e arte eram inseparáveis para muitos de nós na Baixada Fluminense.  Era 1998 e a luta pelo Passe Livre para os estudantes da Rede Pública de ensino movia a sociedade da época. Um ano antes de promulgada a Emancipação de Mesquita, era em Nova Iguaçu o local onde as manifestações aconteciam. Ao fundo, Taffarel, ainda estudante do “Segundo Grau” e ponta de lança do movimento que mobilizava milhares de jovens, adolescentes e crianças do Município mãe. Na condição de arautos de tudo que poderia representar liberdade de expressão, Macedo de Moraes e Ivan Machado não abriam mão de mostrar que também tinha algo a dizer naqueles tempos de imposição de silêncio e submissão ainda prolongados na Região. Hoje, seja na Gestão Pública na condição de artista ou agente cultural, Macedo e Ivan continuam influenciando as novas gerações e apostando nas novas promessas de mudança para melhor em Mesquita.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Audiência Pública do Sistema de Cultura na Baixada Fluminense/Beto Gaspari


A comissão de Cultura da ALERJ presidida pel Deputado Robson Leite, realizou com a produção e coordenação de Ana Lucia Pardo uma Audiência Pública dos Sistemas de Cultura da Baixada Fluminense, realizada na Câmara de Vereadores de São João de Meriti. A finalidade é criar a infra mínima para garantir a institucionalidade da Cultura para cada Município. Em um momento em que se consolidam os sistemas Estadual e Federal, é fundamental lembrar que os Municípios devem criar o chamado CPF da cultura (Conselho, Plano e Fundo Municipais).

Segue aqui os links com entrevista feita com Ana Lucia Pardo, Jandira Feghali, Augusto Vargas (Sec. Cultura de Nilópolis) e Beto Gaspari (músico e agente cultural).


http://www.youtube.com/watch?v=HTj2IeCOakk&context=C3340953ADOEgsToPDskJq4Si6U2Ap9pSaORm6zU4S

http://www.youtube.com/watch?v=SdO53jLyaD4&context=C35fb94cADOEgsToPDskJVCGu11pCPUl_0xspW_hD3

http://www.youtube.com/watch?v=Z_VivzjpvvI&context=C3ccb6c7ADOEgsToPDskI97x-DOPY8aXb9K_XMi77M

http://www.youtube.com/watch?v=i9nXX79RroU&context=C3ca6d08ADOEgsToPDskJEdzJfGV1Ljc9UFf6yp8I5

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Movimento Dança, a arte que liberta


Por conta de minhas atividades de estudo e pesquisa não pude, nos últimos meses, atualizar o blog. No entanto, várias matérias estão na agulha para serem postadas. Á primeira desta retomada é em relação ao movimento que um grupo de jovens dançarinos realizam em Mesquita chamado DANÇA, A ARTE QUE LIBERTA. Liderados por Gil Wanderson, professor de dança, com a qual está envolvido a 18 anos, dezenas de jovens de várias faixas etárias se reuniram no sábado, 17 de dezembro na Pça. João Luiz do Nascimento – também conhecida como Pça. Da Telemar – onde uma mostra dos diversos grupos foi realizada. No final, uma batalha de street dance fechou o encontro, que tinha como finalidade de divulgar as diversas modalidades da dança e oferecer uma alternativa de sociabilidade, atividade física e artística. Jovens da Rocinha, Complexo do Alemão, Campo Grande e Caxias engrossaram o evento que terminaram cedo por conta das chuvas. Gil vem buscando patrocínio na iniciativa privada para dar continuidade às oficinas que acontecem em Mesquita e Nova Iguaçu.

“não realizo essas atividades sozinho. Amigos vêm de bairros do Município do Rio como  Morro do Alemão, Chapéu Mangueira e também de bairros da Zona Oeste. Rolam as oficinas e depois uma disputada batalha onde os iniciantes percebem as possibilidades da dança.” disse Gil


Segue abaixo video contendo entrevista de Gil Wandserson, cedida no dia do evento na Pça. Luiz do Nascimento, conhecida como Pça. da LELEMAR.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mesquita lança livro contando a história de suas ruas




Lançado no dia 10 de novembro, às 19h, no Paço Municipal, em frente à Prefeitura, na Rua Arthur de Oliveira Vecchi, 120, Centro, o livro Nossas Ruas têm História, se constitui na busca pela memória histórica e cultural de nossa Cidade, através da história das Ruas e da origem de seus nomes.

A ideia de contar a história das Ruas de Mesquita em um livro, começou em 2009, a partir da homenagem a dois ilustres ex-moradores, cujos logradouros levam os seus nomes. O Livro é uma parceria da Prefeitura de Mesquita com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC, que viabilizou a estrutura para execução do trabalho. Ele foi executado pela coordenadora de Gestão Participativa, Gisela Barros, com a colaboração de toda equipe. A diagramação e a arte-final ficaram por conta de Pedro Felipe Mendonça Fernandez e Cláudio Nogueira Silva; e a revisão foi efetuada por Seny Fonseca. A equipe de pesquisa, que atuou na maior parte do projeto foi composta por Denise Rosendo, Rafael Vilardo, Ivan Machado, Leonardo Azeredo e Bruno Baptista

Integra da matéria no site da Prefeitura de Mesquita. (Link abaixo)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PLANO MUNICIPAL DE CULTURA - PMC: Mesquita convoca Audiência Pública de Cultura




A secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mesquita publica em Diário Oficial a convocação da sociedade civil, classe artística e movimentos de cultura para a Audiência Pública que discutirá o Plano Municipal de Cultura e consequentemente o Sistema Municipal de Cultura. Conforme já publicamos aqui no blog, desde a primeira Conferência em 2008, se discute a necessidade de se apresentar um sistema de Leis que possibilitem dar identidade às ações culturais e os fazeres artísiticos na cidade. Desde aquele momento até agora outras demandas foram surgindo, bem como soluções possíveis, tais como as alternativas referentes a utilização do espaço público para fins de produção e fruição do fazer artístico.
Está aí mais uma oportunidade de dar alguma dinâmica para a política cultural de Mesquita. Vamos juntos participar, divulgar e acompanhar.
Espaço Setor BF - exemplo de utilização de espaço alternativo

O Centro cultural Oscar Romero teve início como biblioteca comunitária

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mesquita cancela Hino do Município




Em 2008 foi lançado Edital que regulamentava o concurso para escolha do Hino de Mesquita. Lembrando que a Emancipação se deu em 1999, tardiamente foi realizado o referido certame. Concorrendo com mais uma meia dúzia de outras canções, Wilsinha Sarava, compositor de renome no samba, foi então contemplado. Todavia, o segundo colocado apresentou trechos que, segundo o entendimento da banca examinadora, deveria constar do canto Oficial. Daí surgiu o pomo da discórdia.

Após alguns anos e uma série de contratempos e equívocos, a Prefeitura de Mesquita publicou hoje, 11 de agosto de 2011 a anulação do concurso de 2008 para escolha do Hino do Município. Alguns erros básicos foram cometidos como a ausência de uma consultoria técnica prévia para o elenco de critérios bem como a devida orientação aos compositores participantes e um claro entendimento do Edital. Um último e importante equívoco foi a aglutinação de trechos de músicas concorrentes, o que possibilitou recurso à justiça por parte de um terceiro concorrente.

Segue abaixo a íntegra da publicação em D.O.

É possível acessar o Diário Oficial do Município pelo portal da Prefeitura:

www.mesquita.rj.gov.br


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A força dos símbolos nas lutas sociais e políticas
























Fitas vermelhas - ampla adesão da população

Os atos rituais ou simbólicos são comuns nas diversas sociedades, sejam elas munidas ou não de características globais. Digo, com características aceitas na sociedade ocidental. Ainda hoje vemos o mundo fazer uso de símbolos do passado para ilustrar atitudes em nossos dias. Veja o caso dos bombeiros presos no Rio de Janeiro. Toda sociedade, independente da classe social ou financeira aderiu às famosas fitinhas vermelhas, caracterizando uma verdadeira empatia.
No último dia primeiro de agosto, o maior ato em prol de moradia por parte do povo israelense associou essa luta à imagem de Che Guevara, maior símbolo de lutas por uma América Latina independente.
No Brasil, onde as três culturas que formaram nesta nação vêm de nações profundamente ligadas à imagens e simbolos, isso se tornou uma constante tanto na formação dos cidadão quanto na educação nos lares e instituições de ensino.
Segue abaixo a matéria, publicada no site (contribuição de Denise Rosendo)

O maior protesto por moradia da história de Israel

Por Ilan Lior , Gili Cohen , Jack Khoury, Nir Hasson, Yanir Yagna and Eli Ashkenazi - Haaretz

Mais de 150 000 pessoas tomam as ruas de Israel no maior protesto por moradia da história do país. Manifestações ocorreram em mais de 10 cidades ao longo de Israel, exigindo baixa nos custos da moradia; grupos de árabes e judeus se

juntaram pela primeira vez desde as manifestações começaram, há 16 dias. O maior protesto ocorreu em Tel Aviv, onde milhares marcharam do Parque HaBima ao Museu de TelAviv. “Estamos muito felizes em ver o povo israelense ir para as ruas”, disse Yonatan Levy, um dos organizadores.

Mais de 100 000 pessoas tomaram as ruas no sábado para protestar contra o aumento desmesurado do preço das moradias em Israel. Marchas e passeatas tomaram 11 cidades pelo país, com as maiores manifestações ocorrendo em Tel Aviv, Jerusalém, Be’er Sheva e Haifa. Os manifestantes gritavam “o povo quer justiça social” e “queremos justiça, não caridade”.

O maior protesto ocorreu em Tel Aviv, onde milhares marcharam do Parque HaBima ao Museu de TelAviv. “Estamos muito felizes em ver o povo israelense ir para as ruas”, disse Yonatan Levy, um dos organizadores. “Estamos impressionados em ver ao longo do dia que as questões que foram levantadas em diferentes
níveis e em diferentes cidades não são tão remotas entre si, de jeito nenhum”.

Em Haifa, 8 000 pessoas marcharam pela cidade. Em Jerusalém, 10 000 manifestantes marcharam do Parque do Cavalo até a casa do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu. Em Be’er Sheva, 3 000 manifestantes marcharam com cartazes dizendo “Be’er Sheva gritando sete (Sheva é a palavra hebraica para o número sete)”.


Em Ashdod, manifestantes marcharam a partir do Parque da Cidade. Algo como 150 pessoas se reuniram na cidade das barracas de Ashdod a caminho da grande marcha. Estudantes de Beit Barl marcharam da cidade das barracas em Kfar Sava para o entroncamento central Ra’anna.


Pela primeira vez desde que os protestos começaram, há 16 dias, houve um protesto envolvendo tanto judeus como árabes num lugar no centro de Nazaré. Em Kiryat Shmona 1999 manifestantes marcharam na principal via da cidade, em direção à saída sul da cidade.


Muitos músicos proeminentes fizeram shows nas ruas, inclusive Hemi Rodner, Dan Toren, Yehuda Poliker, Barry Sakharov, Yishai Levi, Aviv Geffen e outros.