
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Mesquita lança livro contando a história de suas ruas

quinta-feira, 29 de setembro de 2011
PLANO MUNICIPAL DE CULTURA - PMC: Mesquita convoca Audiência Pública de Cultura

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| Espaço Setor BF - exemplo de utilização de espaço alternativo |
| O Centro cultural Oscar Romero teve início como biblioteca comunitária |
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Mesquita cancela Hino do Município
Em 2008 foi lançado Edital que regulamentava o concurso para escolha do Hino de Mesquita. Lembrando que a Emancipação se deu em 1999, tardiamente foi realizado o referido certame. Concorrendo com mais uma meia dúzia de outras canções, Wilsinha Sarava, compositor de renome no samba, foi então contemplado. Todavia, o segundo colocado apresentou trechos que, segundo o entendimento da banca examinadora, deveria constar do canto Oficial. Daí surgiu o pomo da discórdia.
Após alguns anos e uma série de contratempos e equívocos, a Prefeitura de Mesquita publicou hoje, 11 de agosto de 2011 a anulação do concurso de 2008 para escolha do Hino do Município. Alguns erros básicos foram cometidos como a ausência de uma consultoria técnica prévia para o elenco de critérios bem como a devida orientação aos compositores participantes e um claro entendimento do Edital. Um último e importante equívoco foi a aglutinação de trechos de músicas concorrentes, o que possibilitou recurso à justiça por parte de um terceiro concorrente.
Segue abaixo a íntegra da publicação em D.O.
É possível acessar o Diário Oficial do Município pelo portal da Prefeitura:
www.mesquita.rj.gov.br
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A força dos símbolos nas lutas sociais e políticas

O maior protesto por moradia da história de Israel
Por Ilan Lior , Gili Cohen , Jack Khoury, Nir Hasson, Yanir Yagna and Eli Ashkenazi - HaaretzMais de 150 000 pessoas tomam as ruas de Israel no maior protesto por moradia da história do país. Manifestações ocorreram em mais de 10 cidades ao longo de Israel, exigindo baixa nos custos da moradia; grupos de árabes e judeus se
juntaram pela primeira vez desde as manifestações começaram, há 16 dias. O maior protesto ocorreu em Tel Aviv, onde milhares marcharam do Parque HaBima ao Museu de TelAviv. “Estamos muito felizes em ver o povo israelense ir para as ruas”, disse Yonatan Levy, um dos organizadores.
O maior protesto ocorreu em Tel Aviv, onde milhares marcharam do Parque HaBima ao Museu de TelAviv. “Estamos muito felizes em ver o povo israelense ir para as ruas”, disse Yonatan Levy, um dos organizadores. “Estamos impressionados em ver ao longo do dia que as questões que foram levantadas em diferentes
Em Haifa, 8 000 pessoas marcharam pela cidade. Em Jerusalém, 10 000 manifestantes marcharam do Parque do Cavalo até a casa do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu. Em Be’er Sheva, 3 000 manifestantes marcharam com cartazes dizendo “Be’er Sheva gritando sete (Sheva é a palavra hebraica para o número sete)”.
Em Ashdod, manifestantes marcharam a partir do Parque da Cidade. Algo como 150 pessoas se reuniram na cidade das barracas de Ashdod a caminho da grande marcha. Estudantes de Beit Barl marcharam da cidade das barracas em Kfar Sava para o entroncamento central Ra’anna.
Pela primeira vez desde que os protestos começaram, há 16 dias, houve um protesto envolvendo tanto judeus como árabes num lugar no centro de Nazaré. Em Kiryat Shmona 1999 manifestantes marcharam na principal via da cidade, em direção à saída sul da cidade.
Muitos músicos proeminentes fizeram shows nas ruas, inclusive Hemi Rodner, Dan Toren, Yehuda Poliker, Barry Sakharov, Yishai Levi, Aviv Geffen e outros.
domingo, 17 de julho de 2011
Do gozo a desmistificação - Um caminho para prática teatral
por Lino Rocca*
Este texto nasce a partir da leitura de uma palestra dada pelo filosofo francês de origem argelina Louis Althusser num encontro com o importantíssimo Teatro Piccolo de Milão no meados de 1969 abordando os pensamentos de Marx e Brecht e entendendo-os como exercícios de duas práticas inovadoras. Segundo ele é evidente que Marx de um lado, e Brecht, de outro, identificaram que a Filosofia e o Teatro têm profundas relações com as Ciências, de um lado, e com a Política, de outro.
Para Althusser Marx e Brecht compreenderam cada um à sua maneira, que a questão central da Filosofia e do Teatro era manter com a Política uma relação mistificada. Ambas as estruturas são fundamentalmente determinadas pela Política, e, contudo, fazem de tudo para negar essa determinação, ou melhor, para fingir que escapam dela. A Filosofia e o Teatro falam sempre para encobrir a voz da Política. E conseguem muito bem. Althusser diz: ”Elas existem apenas através dela, e ao mesmo tempo elas existem para suprimi - lá, justamente à qual elas devem sua existência”.
Para Althusser o resultado é bem conhecido: “a Filosofia passa seu tempo afirmando que não faz Política, que está acima dos conflitos políticos de classe, que se dirige a todos os homens, que fala em nome da Humanidade, sem tomar partido, ou seja, sem reconhecer o partido político que ela segue.” É o que Marx chamava de a “Filosofia que se contenta em interpretar o mundo”. Na realidade, nenhuma Filosofia se contenta em interpretar o mundo: toda filosofia é politicamente ativa, mas a maioria das filosofias passa seu tempo negando que sejam politicamente ativas. Elas dizem: nós não tomamos partido em política, nós nos contentamos em interpretar o mundo, em dizer o que ele é. E ai vale afirmação - quando alguém vem lhes dizer: “eu não faço política”, pode estar certo que esse alguém faz. É a mesma coisa com o Teatro.
Desta forma, percebe-se a Filosofia como uma produtora de objetos de consumo para um gozo especulativo, e por outro lado, percebe-se o Teatro como produtor de objetos de consumo para o gozo estético. Os filósofos acabam criando filosofias para o consumo e o gozo especulativo, os dramaturgos, e os diretores e atores, acabam criando o Teatro para o consumo e o gozo estético. A crítica da especulação-interpretação do mundo em Marx e a crítica do Teatro digestivo em Brecht são uma única e mesma coisa.
Então, Althusser afirma: “Daí deriva a revolução da prática em Marx e em Brecht. Não se trata de criar uma nova Filosofia, ou um novo Teatro. Trata-se de instaurar uma nova prática no interior delas, para que elas deixem de ser interpretação do mundo, ou seja, mistificação, e sirvam à transformação do mundo”. Portanto, o primeiro efeito dessas novas práticas é o de afirmar a destruição desta mistificação e não da Filosofia e do Teatro. É preciso então, reconduzir ambas ao seu verdadeiro lugar, para fazer aparecer essa mistificação como mistificação e, ao mesmo tempo, para mostrar a sua verdadeira função: a de transformar a Realidade e o Humano.
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Lino é um dos articuladores da cultura na Baixada Fluminense. Formado em teatro, fui Gestor de Cultura em Nova Iguaçu-RJ
segunda-feira, 27 de junho de 2011
A nova família do mesmo Brasil
Quando criança percebia a dificuldade com de minha mãe tentava se enquadrar ao conceito de família imposto pela igreja e pelo sistema legal da época, Haja visto que ela mesmo criava e sustentava sozinha os filhos. Era comum perceber que meu irmão recebia uma série de recomendações à noite, antes de todos dormirem, de maneira que ele seguisse tais normas no cuidado da casa e do irmão mais novo (eu, no caso) enquanto ela cumpria duas e à vezes três jornadas diária de trabalho, o que teve alguma amenidade com a chegada de minha avó, vinda da Bahia, quem assumiria então a função de co-gestora da família durante a semana. Era comum ouvir, durante as conversas informais com amigas, a recorrente afirmação: “você trabalha muito. precisa arranjar um marido!” Para meu orgulho, resistiu com bravura, sustentando, educando e entregando para a vida seus filhos, já devidamente preparados para isso.
Pintura de Debret retratando a hierarquia familiar do Brasil colônia
Mais de quarenta anos depois, é possível ver o Brasil ainda em conflito com sua realidade social, cultural e econômica, onde a família toma formas variadas sem que assumamos o rosto da maturidade nacional a cada vez que nos olhamos no espelho. Na semana passada, para exemplificar, deu-se aparentemente o desfecho sobre a decisão tomada pelo juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, Juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Goiânia, quando decidiu de forma arbitrária contra a união civil do casal Leo Mendes e Odílio Torres, contrariando a decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Na ocasião, o magistrado afirmou que a União Estável fere o conceito de família previsto na Constituição Federal no § 3º do Art. 226 da Constituição Federal, que define:
É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.
Todavia, existem diversos estudos que discutem o novo perfil da família moderna, que tem características diversificadas, em especial no Brasil. Um exemplo de modernização do sistema legal para adequação à realidade das relações familiares hoje é a chamada Lei Maria da Penha (da Lei nº 11.340/06). O jovem advogado mineiro João Rodholfo, considera da seguinte maneira a aplicação da referida lei nessas questões:
Embora, em alguns pontos, a sociedade continue com a mentalidade machista, o fato é que a mulher passou a exercer um papel cada vez mais ativo dentro do lar familiar; o sustento passou a ser um dever de ambos e os papeis de ativo e passivo se revezam. Isto é, ora manda o homem ora manda a mulher. No Brasil, muito já se avançou desde adoção do Estado laico. A Constituição Federal de 1988 trouxe grandes inovações ao ordenamento jurídico nacional, passando a considerar a união estável como unidade familiar entre homem e mulher ou entre qualquer um dos pais e seus descendentes. Com isso, fora dado o ponta pé inicial para a implantação do novo conceito de Família, ou seja, o casamento deixou de ser sua única fonte, dividindo esse status com outros institutos. Logo, essa seara tornou-se fértil para as discussões doutrinárias e legislativas que deram origem a várias legislações especializadas em proteger a família originada em qualquer um dos novos arranjos.
A Lei Maria da Penha respalda inclusive um dado que o IBGE já apresenta a duas décadas, que é o constante aumento de idosos que sustentam suas famílias. Os números são de maneira notória mais altos nas camadas mais baixas da população. Porém, se refletem em todas as demais. Em 2991, 4,3 milhões de idosos se enquadravam nessa caso, subindo para 6,4 em 2005, configurando um aumento de cerca de 50% em menos de quinze anos. O senso 2000 mostra que o número de netos e bisnetos que moram com os avós, subiu para 52,4% em relação a pesquisa anterior. Um outro nicho de onde é possível perceber a atual realidade nacional está contido nos indicadores sociais do Programa Bolsa Família, que corrobora tanto o fato quanto os números, ainda mais acentuados no Nordeste do Brasil, onde a porcentagem chega a quase 80%.
O Programa Bolsa Família - Gestão matriarcal
Uma outra questão, retomando a primeira abordagem feita aqui, é a religiosa. Desde o vínculo da igreja com o Estado, herdado do modelo romano, temos a figura do pai não apenas como personagem principal mas também o filho como a única figura capaz de formar uma nova família quando adulto, relegando a filha a condição de membro de uma outra quando casada. Ainda é atribuído a Deus a imposição de uma união que deve ser heterogênea. Logo, no campo do divino não há discussão e não há união “abençoada” sem o aval da igreja, o que coloca qualquer configuração familiar à margem da sociedade e não apenas a atual união estável entre Mendes e Odilon em Goiás.
Os Herculoides - reprodução do padrão de família nos anos 70
O mandachuva - Exemplo "engraçado" de relação familiar - sempre sob suspeitaFontes: Constituição Federal, Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), IBGE, Cartilha Programa Fome Zero, Rodholfo, João - Direito de Família - nalei.com.br
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Folia de Reis Sete Estrelas do Rosário de Maria de D. Mariana indicada a Prêmio








